Décimo sétimo dia: Ética

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Três coisas pelas quais a excelência é estabelecida: moderação ao tomar todas as coisas, sem excesso; fidelidade aos juramentos; e aceitação das responsabilidades.
– Tríades celtas tradicionais.

Eu era um ouvinte nos bosques
Eu era um observador das estrelas
Eu era cego no que se tratava de segredos
Eu era silencioso nos ermos
Eu era falante quando cercado de pessoas
Eu era suave no salão de banquete
Eu era duro na batalha
Eu era gentil com os aliados
Eu era um médico para os doentes
Eu era fraco em companhia dos frágeis
Eu era forte em companhia dos poderosos
Eu não ficava próximo se pudesse ser um estorvo
Eu não era arrogante apesar de sábio
Eu não era dado a promessas apesar de forte
Eu não era temerário apesar de ágil
Eu não desprezava os velhos apesar de jovem
Eu não contava vantagem apesar de ser bom lutador
Eu não falava de ninguém em sua ausência
Eu não criticava, mas elogiava
Eu não pedia, mas oferecia
E é através desses hábitos que os jovens tornam-se velhos guerreiros régios.
– As Instruções do Rei Cormac.

Basicamente, o que faz o papel de ética na minha vida se resume a cumprir as leis, fazer a minha parte, não fazer nada de mal a ninguém de propósito, tentar consertar quando é possível, pedir mil desculpas quando não tem jeito. E por aí vai.

Na época da Creideamh falava-se bastante de um grupo de virtudes (Coragem, Força, Hospitalidade, Cortesia, Comunidade, Justiça, Honra e Verdade, se não esqueci nenhuma), mas sinceramente as acho bastante vagas. Mas isso é da minha personalidade.

É que sou muito concreta. Levo o “aplicável” muito a sério. Sou formada em artes plásticas, então pra mim coisa boa é aquela que eu consigo pegar com a mão e manchar a roupa toda, sabe?

Mas existem dois textos que eu acho muito bons como inspiração, e citei os dois ali em cima: as tríades (tenho um arquivo com elas desde a época da Creideamh) e as Instruções do Rei Cormac. Às vezes tenho minhas dificuldades de transpôr alguns aspectos descritos para o meu cotidiano de carioca do século XXI, mas são certamente inspiradoras. E oferecem um belo panorama de que valores eram particularmente prezados pelos Celtas… que nós podemos trabalhar em nossas vidas dentro do possível, guardadas as devidas discrepâncias de época, cultura e estilo de vida.

Eu trabalho o máximo que posso, até porque me considero uma pessoa em constante construção. Mas falho constantemente, também. Construção, né? Pois é.

(Mas a verdade, no fundo, é que para mim toda a noção de ética passa bastante pelo conceito fundamental dos mandamentos do Pastafarianismo (religião cômica cujo objetivo é satirizar outras religiões, bastante odiada por fanáticos e gente sem senso de humor): “don’t be a jerk”. Simples assim.)

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